"Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa"
Ousei como nunca hoje, ousei de forma inteligente, ousei sem agredir, ousadia desprovida de raiva e frustração, ousei colocar em práticas sonhos e idéias que há muito habitavam na minha cabeça. Driblei a falta de jeito, a vergonha e o medo.
A ousadia de hoje nada tem a ver com sentimentos revanchistas, a ousadia de hoje foi pura, porque ousei pela primeira vez realizar um desejo meu.
Será um dia para celebrar, um novo passo, nem pequeno, nem grande, apenas um passo para o futuro que vou contruir.
"Ser eu mesma, num mundo que está fazendo tudo o que pode, noite e dia, para me tornar outra pessoa, significa lutar a mais árdua batalha que um ser humano pode travar, e nunca parar de lutar." E. E. Cummings
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
MEU PAI, O ZÉ
Meu pai é o cara mais honesto que eu conheço. Pode ser com o chefe dele, com uma pessoa que ele acabou de conhecer ou um parente, ele manda bala e fala EXATEMENTE o que lhe vem a cabeça. Na família temos o costume de dizer que o Zé não tem filtro! Não tem mesmo. E é assim que eu o chamo: Zé. Desde que me conheço por gente o chamo assim, apesar de eu e meu irmão nos referirmos a ele como "o papai". Vai saber, Freud explica.
O fato é que mesmo que tenhamos estados distantes por diversos motivos e em diversos momentos da minha vida, nunca deixei de admirá-lo. Seja por essa honestidade extrema, seja pelo fato de que ele me ensinou bem cedo a ser forte, corajosa e inteligente. Quando criança, queria ser meu pai, não minha mãe. Freud again...
Admirava a maneira como ele digitava no computador sem olhar para as teclas, como ele literalmente desenhava os numeros quando me ensinava matemática e como ele me ensinou a estudar história fazendo uma linha do tempo. Ele sempre sabia tudo o que eu estava aprendendo na escola. Tudo.
Ele me desafiava o tempo todo, nas minhas notas, nas lutinhas que a gente tirava em casa, na piscina, na minha memória. Ele me fez forte e competitiva.
A primeira vez que fiz um bolo na vida, foi para o aniversário dele de 50 anos e esqueci uma colher dentro. Típico bolo para levar para os presos...
Ele fez terapia com quase 60 anos de vida por minha causa. Ele que sempre segurou o choro em todos os momentos da vida e escondeu as emoções, fez terapia!!!
Meu pai é viúvo faz muito tempo e apesar de estar solteiro, sempre me deixou de herança algumas boas madrastas como ele gosta de chamar suas namoradas. Me presenteou também com um irmão caçula: pequeno Rafael, que hoje tem dois anos e é louco pela irmã!
Hoje, com quase 70 anos meu pai está recomençando novamente a vida, sem reclamar, sem fazer drama, sem se achar um coitado. Sabe? Ele é incrível.
Por essas e por outras tenho que agradecer pelo homem que é meu pai e que quando nasci, não cabia de orgulho em ter um bebê tão grande e forte.
Pois é Zé, continuo grande e forte, continuo segurando o choro e fazendo a mesma careta que você, continuo durona e corajosa, continuo minha vida sem fazer grandes dramas. Porque você me ensinou assim! Obrigada!!!
O fato é que mesmo que tenhamos estados distantes por diversos motivos e em diversos momentos da minha vida, nunca deixei de admirá-lo. Seja por essa honestidade extrema, seja pelo fato de que ele me ensinou bem cedo a ser forte, corajosa e inteligente. Quando criança, queria ser meu pai, não minha mãe. Freud again...
Admirava a maneira como ele digitava no computador sem olhar para as teclas, como ele literalmente desenhava os numeros quando me ensinava matemática e como ele me ensinou a estudar história fazendo uma linha do tempo. Ele sempre sabia tudo o que eu estava aprendendo na escola. Tudo.
Ele me desafiava o tempo todo, nas minhas notas, nas lutinhas que a gente tirava em casa, na piscina, na minha memória. Ele me fez forte e competitiva.
A primeira vez que fiz um bolo na vida, foi para o aniversário dele de 50 anos e esqueci uma colher dentro. Típico bolo para levar para os presos...
Ele fez terapia com quase 60 anos de vida por minha causa. Ele que sempre segurou o choro em todos os momentos da vida e escondeu as emoções, fez terapia!!!
Meu pai é viúvo faz muito tempo e apesar de estar solteiro, sempre me deixou de herança algumas boas madrastas como ele gosta de chamar suas namoradas. Me presenteou também com um irmão caçula: pequeno Rafael, que hoje tem dois anos e é louco pela irmã!
Hoje, com quase 70 anos meu pai está recomençando novamente a vida, sem reclamar, sem fazer drama, sem se achar um coitado. Sabe? Ele é incrível.
Por essas e por outras tenho que agradecer pelo homem que é meu pai e que quando nasci, não cabia de orgulho em ter um bebê tão grande e forte.
Pois é Zé, continuo grande e forte, continuo segurando o choro e fazendo a mesma careta que você, continuo durona e corajosa, continuo minha vida sem fazer grandes dramas. Porque você me ensinou assim! Obrigada!!!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
15º ANDAR POR FAVOR
Agora que as coisas parecem mais estáveis, acho que preciso subir um nível. E quando falo em subir nível, penso em todos os aspectos da minha vida. Subir o nível profissional, financeiro, amoroso, espiritual.
Porque ficar parada não dá. Não me conformo, sou da turma do desassossego. Tem sempre um comichão na minha alma.
Agora é colocar a mão na massa, analisar quais os caminhos, o que devo fazer para que essa mudança aconteça. Pensar friamente não é comigo, mas é necessário agora me retirar um pouco e observar.
Subir é difícil? Não sei, acho que nunca tomei contato com isso, se alguma vez eu subi foi sem perceber, sem planejar, sem sentir.
Agora não mais, preciso me familiarizar com tudo que me rodeia, isso é crescimento.
Porque ficar parada não dá. Não me conformo, sou da turma do desassossego. Tem sempre um comichão na minha alma.
Agora é colocar a mão na massa, analisar quais os caminhos, o que devo fazer para que essa mudança aconteça. Pensar friamente não é comigo, mas é necessário agora me retirar um pouco e observar.
Subir é difícil? Não sei, acho que nunca tomei contato com isso, se alguma vez eu subi foi sem perceber, sem planejar, sem sentir.
Agora não mais, preciso me familiarizar com tudo que me rodeia, isso é crescimento.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
MUDANÇAS HONESTAS
Minha meta para esse ano é diminuir os mimimis, parar de reclamar e olhar a vida como um todo! Tenho tendência a generalizar tudo, algo não vai bem = a vida tá uma bosta, alguma coisa tá bacana = a vida é linda.
Não dá pra generalizar, dá pra equilibrar as coisas. Aquela coisa de circo, equilibrando os pratos. Acho que viver é isso, e estou achando cada vez mais emocionante viver assim, sem muito drama, sem muita euforia. Vejam só, isso me cheira a amadurecimento.
Há que se amadurecer, mas perder a rebeldia. Essa é a minha grande questão no momento. Resgatar minha essência que se perdeu. A história de como isso aconteceu é um tanto longa, mas posso dizer que interpretei alguns papéis, para algumas pessoas e até para mim e isso resultou na perda da minha identidade.
Separar o que era atuação do que sou eu de fato está dando trabalho e mais complicado ainda será atualizar as pessoas em relação ao novo e verdadeiro eu. Bom chega que isso está ficando por demais profundo.
O que conta agora é a melhora que sempre aparece com as mudanças honestas.
Não dá pra generalizar, dá pra equilibrar as coisas. Aquela coisa de circo, equilibrando os pratos. Acho que viver é isso, e estou achando cada vez mais emocionante viver assim, sem muito drama, sem muita euforia. Vejam só, isso me cheira a amadurecimento.
Há que se amadurecer, mas perder a rebeldia. Essa é a minha grande questão no momento. Resgatar minha essência que se perdeu. A história de como isso aconteceu é um tanto longa, mas posso dizer que interpretei alguns papéis, para algumas pessoas e até para mim e isso resultou na perda da minha identidade.
Separar o que era atuação do que sou eu de fato está dando trabalho e mais complicado ainda será atualizar as pessoas em relação ao novo e verdadeiro eu. Bom chega que isso está ficando por demais profundo.
O que conta agora é a melhora que sempre aparece com as mudanças honestas.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
CITRONELA DAS PERNILONGAS PRINCESS...
Divulgando o blog como se não houvesse amanhã (tks Alan, tks Fran). Achando que escrevo muito e de bem com a pessoa que estou me tornando. Menos banana, menos estressada, menos combativa. Ainda com defeitos. Aceito que jamais serei uma mulher estilo princesa, o que não dá direito a neguinho não me tratar como tal. Não sou princesa no sentido da frescura, afetação e da falsa meiguice que acomete algumas mulheres. Isso não, isso nunca. Já tentei e muito me enquadrar no modelo "miguxa" de ser, mas não rola, soa falso e me dá vontade de rir.
Gostaria de conseguir fazer amizade com pessoas assim, sério, muito sério. Mas minha meneira de agir repele esse tipo de mulher. Sou a citronela das pernilongas princess...
Pois é, assusto alguns caras também, inclusive o pobre homem que divide comigo cama, mesa e banho. Uma vez ele me disse que minha mente é igual ao dos homens. Vantagem nisso? Não vejo muitas. Talvez meu senso de humor, a capacidade de rir de mim mesma e a mente sempre cheia de sacanagens tipicamente masculinas.
Exemplo: quando sou assediada na rua por aquele tipinho que chupa os dentes, eu fico constrangida? nããããõ, eu falo horrores. Quando nego fica me encarando com cara de tarado, eu fico envergonhada? nããão, eu coloco o dedo no nariz pro cara constranger. Esse é meu ritmo.
Estou mais feminina sim, mais feliz e satisfeita com a condição de mulher. Em resumo: Diva sim, princesa não.
Gostaria de conseguir fazer amizade com pessoas assim, sério, muito sério. Mas minha meneira de agir repele esse tipo de mulher. Sou a citronela das pernilongas princess...
Pois é, assusto alguns caras também, inclusive o pobre homem que divide comigo cama, mesa e banho. Uma vez ele me disse que minha mente é igual ao dos homens. Vantagem nisso? Não vejo muitas. Talvez meu senso de humor, a capacidade de rir de mim mesma e a mente sempre cheia de sacanagens tipicamente masculinas.
Exemplo: quando sou assediada na rua por aquele tipinho que chupa os dentes, eu fico constrangida? nããããõ, eu falo horrores. Quando nego fica me encarando com cara de tarado, eu fico envergonhada? nããão, eu coloco o dedo no nariz pro cara constranger. Esse é meu ritmo.
Estou mais feminina sim, mais feliz e satisfeita com a condição de mulher. Em resumo: Diva sim, princesa não.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
BOTA PRA SUBIR
Aprender a controlar minhas oscilações, aprender a respeitar as oscilações alheias. Aprender a ter senso de humor, de verdade, não o meu humor ácido ou meu humor negro. Esses eu já treino desde que aprendi a falar. Senso de humor mais puro e simples.
Aprender a colocar de lado a menina invocada, ferina e briguenta e deixar a vida fluir.
Aprender que trabalho não é igual a sacrifício.
Aprender que as pessoas tem sentimentos, vontades e agem de maneira independete e oi, não controlo minha vida, quero controlar pessoas? Não posso.
Aprender que não preciso sentir um peso enorme nas costas para caminhar, ele faz falta agora, o peso das coisas, o peso dos sentimentos e das lembranças, mas tenho que aprender a caminhar solta e livre.
Aprender que não preciso ser perfeita para ser amada e que minhas imperfeições não agridem ninguém (por mais que eu tente).
Aprender a sentir o outro, a olhar o outro, se preocupar com o outro e não, não e não controlar o outro.
Se livra minha filha, exorcisa, bota pra subir que esse santo de guerra não é seu!!!
Aprender a colocar de lado a menina invocada, ferina e briguenta e deixar a vida fluir.
Aprender que trabalho não é igual a sacrifício.
Aprender que as pessoas tem sentimentos, vontades e agem de maneira independete e oi, não controlo minha vida, quero controlar pessoas? Não posso.
Aprender que não preciso sentir um peso enorme nas costas para caminhar, ele faz falta agora, o peso das coisas, o peso dos sentimentos e das lembranças, mas tenho que aprender a caminhar solta e livre.
Aprender que não preciso ser perfeita para ser amada e que minhas imperfeições não agridem ninguém (por mais que eu tente).
Aprender a sentir o outro, a olhar o outro, se preocupar com o outro e não, não e não controlar o outro.
Se livra minha filha, exorcisa, bota pra subir que esse santo de guerra não é seu!!!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
URBES
Menina metida a moderna com cara de c***. Velhinhos aos montes, uma menina com cara de triste, três nerds, uma vaca com cara de santa, uns cinco ou seis gordinhos. Dois ou três indíviduos usando óculos de sol desnecessáriamente (uma vez que é noite), mais desnecessário é ouvir funk sem fones de ouvido, nós temos um desses aqui. Sempre temos.
Uma enfermeira, três estudantes muito maquiadas e outros três cheios de espinhas, um motorista que ouve música sertaneja e uma doida que escreve tudo em um bloquinho para depois postar no blog.
Uma enfermeira, três estudantes muito maquiadas e outros três cheios de espinhas, um motorista que ouve música sertaneja e uma doida que escreve tudo em um bloquinho para depois postar no blog.
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