Primeiro eu escolhi tudo o que eu não queria pra mim. Escolhi não ter mais meu coração devassado, não deixar mais ninguém me dar pedradas no peito.
Eu escolhi não precisar queimar para renascer.
Minha vida foi, durante um bom tempo, um grande não e eu precisei disso para viver.
Negar o que me dói.
Essa manhã eu acordei sozinha depois de muito tempo.
Uma mensagem sua.
O cara das perguntas
Você me jogou tantas delas!
Mas que porra ele quer saber?
A gente faz o que pode não é?
Faz o que nossas cabeças fodidas permitem. No limite.
Não é assim?
Não é mais.
Ontem a noite eu respondi cada uma delas, uma overdose de perguntas, como eu gosto.
Acordei querendo as coisas, querendo a vida, querendo mudar a rota. Parar de colidir.
Você me fez perguntas e eu despertei. Por isso o "te adoro" e não, ele não precisa de respostas.
O resto é forma e hoje qualquer formato é pequeno demais para a Mariana livre que eu encontrei.
No mais é obrigada e volte sempre que quiser somar.
"Ser eu mesma, num mundo que está fazendo tudo o que pode, noite e dia, para me tornar outra pessoa, significa lutar a mais árdua batalha que um ser humano pode travar, e nunca parar de lutar." E. E. Cummings
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
O CARA DAS PERGUNTAS
terça-feira, 18 de julho de 2017
DO LADO ERRADO DA CAMA
Hoje eu acordei do lado errado da cama e você estava lá. Por uns segundos não reconheci meu quarto. Deitada nos pés da cama, uma luz acesa na minha cara, as janelas abertas, minha vida aberta, puta merda! Meu caos escapou pelas minhas frestas e ocupou todo o lugar.
Eu teria fugido se pudesse.
Fechei os olhos de novo. Tantas coisas pra perguntar, tanta coisa pra te dizer. Mas você estava me olhando com as mãos entrelaçadas atrás da cabeça.
Coloquei todas as palavras em um canto qualquer. Te olhei. Não fugi.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
O FIM EM VÁRIAS PARTES - O SHOW NÃO VAI CONTINUAR
Mas não fica mais fácil com o tempo.
Cair e levantar. Não vejo nenhuma graça em nada disso. Com o tempo toda esse esquema de bater no fundo do poço e depois me fuder para subir perdeu o sentido.
Eu tava cansada e quase ninguém via e ainda tinha claro a torcida. Deixa eu te falar da torcida. Aquelas pessoas que ficam realmente tocadas com a sua história eletrizante de sexo drogas e fundo de poço e acompanham ávidas pelo grande momento de virada.
Eu tive torcida, opa se tive. E por um tempo essa relação de me abrir com o outro e só encontrar curiosidade funcionou perfeitamente. Todos ficavam satisfeitos: eu por mais uma vez ser um cliché de superação e a torcida por poder agradecer em suas orações por não ter uma vida como a minha.
Mas não dessa vez, agora a torcida tinha parado de acompanhar esse seriado de merda. PORQUE NÃO TEVE PONTO DE VIRADA AMORES.
Eu parei de me debater, semana após semana eu fui me entregando à inércia. Minha cabeça pensava alucinadamente mas meu corpo se mantinha parado por horas. Suando frio, fumando um cigarro atrás do outro. Sabia que estava desperdiçando minha vida ali encolhida em cadeira da cozinha. A torcida parou de assistir e se retirou. O show acabou.
Silêncio, no hay banda.
Eu tava sozinha.
terça-feira, 16 de maio de 2017
O FIM EM VÁRIAS PARTES - A PRIMEIRA SEMANA
terça-feira, 9 de maio de 2017
O FIM EM VÁRIAS PARTES - MARIANA NÃO QUER SER SALVA
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
QUANDO AS CONTAS NÃO BATEM
domingo, 9 de agosto de 2015
O PRIMEIRO DIA DOS PAIS
Denis se tornou pai assim que o teste de farmácia deu positivo e depois desse dia não hesitou. Foi o pai que vai à todas as consultas e exames médicos, mas não só isso, participou de todas as decisões e soube me respeitar como mulher e mãe.
Foi comigo em busca de uma parteira e se abriu para o desconhecido.
Foi o pai que escolheu ele mesmo as roupinhas e que curtiu cada minuto dos famosos chás de bebê da Barbara.
Ele foi o pai que fazia carinho, conversava com a barriga e que teve a sabedoria e a paciência de esperar pela chegada da filha. E nesse dia, no dia em que nasceu Barbarinha ele estava lá, ao nosso lado, firme, aparentando calma e uma felicidade que eu nunca havia visto em seu rosto.
Foi o pai que cuidou da mim durante o resguardo, sozinho, cozinhando, me dando comida na boca, trocando a filha e segurando todas as barras do pós parto. Que não se nega em participar ativamente de tudo que diz respeito à nossa pequena.
Enfim, Barbara tem sorte em ter o Denis como pai e a mim resta a grata tarefa de observar com o coração cheio de amor, pai e filha, crescendo juntos.
