domingo, 2 de outubro de 2011

QUEM VAI?

"Sem vocação para a tristeza", essa é uma das minhas definições e fazendo jus ao que sempre fui, hoje a tristeza está aqui, mas em um espacinho bem pequeno, bem quietinha e acomodada.
Essa sou sou: passei dias angustiada, me sentindo um verminho sem rumo, mas os amigos se preocupam, perguntam, são solidários e a vida lá fora me presenteia com coisas lindas eu absorvo tudo e opa! tô fortona de novo, sem auto piedade, sem achar que o mundo acaba.
Porque não acaba, mesmo que eu perca todas as pessoas que amo, eu tenho consciência que o mundo não acaba, ele perde a cor, perde a graça por um tempo, fica estranho e uma nuvem sombria paira sobre a minha cabeça. Mas eu tenho alguma coisa dentro de mim que me empurra de novo para a vida, quando me dou conta já estou sorrindo.
Antes achava que era insensível, porque minha tristeza não se alonga, a depressão por aqui não se instala, mas hoje eu percebo que mesmo sabendo o que é a dor, eu não sou parceira dela, ela não gruda nesse corpo por muito tempo, talvez até por eu ser sensível demais, eu percebo que o mundo me dá outras tantas situações para sorrir... 
Quem em sã consciência vai lutar contra a felicidade? 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MORTALMENTE

Mortalmente triste, cansada e desanimada. E mais: me sentindo uma grande cagona, paralisada pelo medo, curtindo aquela dor no estômago, tão característica dos cagões. Acuada.
Não sei lidar com certas coisas, e uma delas é a doença do meu pai. Já escrevi sobre ele no blog e até um tempo atrás eu jamais cogitei a hipótese de que ele seria um reles mortal. Meu pai era forte, era saudável, ativo e intocável. E assim, assim uma tosse que não sarava, um mal estar e lá estava ele: um nódulo no pulmão, bem provável um câncer para me dar olá e me esfregar na cara que as pessoas que a gente ama morrem.
Não que eu não saiba, ora bolas, eu já passei por isso, eu já vi isso acontecer com a minha mãe, com a minha avó, meu avô...
Mas meu pai, vai a puta que pariu, esse pai que eu resgatei tem nem dez anos direito, esse doeu, esse está literalmente me fudendo a vida. Me deixando com nó na garganta e como meu pai costuma dizer: "mais perdida que cego em tiroteio".
Tá difícil como nunca foi, tá doendo como JAMAIS doeu. E dessa vez eu não sei se vai passar

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BATALHA ERRADA

Chutando pedrinhas no chão. Essa é a máxima da minha tristeza, parada nesse mundão, paralisada sem saber de verdade o que fazer. Sensação de estar no caminho errado, no mais errado de todos.
Coloco o que eu preciso na mesa, me exponho mais uma vez e minha voz fica perdida vagando sem rumo, sem um ouvindo e um coração para pousar, Piegas dizer que meus sentimentos vagam ao vento, mas não existe metáfora mais apropriada.
Me perdi, não sei mais quem eu sou, sou um nada, sou vazia, oca. Sem rosto, sem forma, sem sentimentos.
Estou lutando a batalha errada. Essa luta não é minha. Tenho que deixar tudo e seguir.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O QUE A MOCHILA TEM A VER???

Mochila pesada essa minha, acaba com a minha coluna e faz com que os três andares até meu apartamento se tornem um tormento diário.
Mas é nela que moram minhas coisas mais preciosas, ela é uma extensão do que eu sou. Meu computador tão desejado bem acomodado dentro de sua capinha colorida que é para não perder a doçura, falando em doçura lá dentro estão meus chocolates para dias tensos e meus pirulitos que é para parar de fumar. Meus cadernos que misturam anotações de todos os trabalhos e projetos que eu me meto a fazer com meus textos cheios de pretensões literárias. Minhas passagens de bus estão lá, bilhete único? Confere. Chaves de casa? Confere. Celulares? Confere. Tenho comigo minhas maquiagens que é porque agora sou menina e cada lápis que passo nos olhos confirmam isso, que fique claro como a minha base.
Tem como não ser pesada? Eu ainda acho que o que mais pesa não é quantidade de coisas que estão nela, é a quantidade de expectativa que coloco todos os dias dentro dela quando viajo quase 100km para trabalhar, e é nela que viajam juntos: meus sonhos, meus medos, minhas angústias, tristezas, dúvidas, alegrias e esperanças. É ela, a mochila, que aperto forte quando penso nos meus planos e a dúvida chega para me fazer vacilar. É ela que chacoalho forte nas minhas costas quando estou feliz e confiante. É ela que carrego em uma alça apenas quando estou me sentindo bonita.
É a tal que representa, com sua garrafinha de água e suas revistas e papéis dependurados para fora a minha vontade de continuar caminhando.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

JOELHO DE PORCO

Passei um bom tempo cuidando dessa minha mente altamente problemática, mas no momento cansei, cansei de pensar, de analisar, de sentir, cansei.
Preciso me mexer, no sentido mais literal possível. Preciso ser mais disciplinada, preciso parar de fumar e de beber doses cavalares de Coca-Cola, por deus eu preciso cuidar desse corpo porque o tempo está passando e eu estou embarangando. E ai eu me olho no espelho vejo as coisas deteriorando e o que faço: penso!
Porra pensar não vai adiantar, o momento é de ação. Não posso pensar e comer pastel, isso é insano...
Vou ali ver uma academia e volto quando meus joelhos deixarem de se parecer com os de um porco.
Obrigada.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

VOZES?

Aquele bichinho da indecisão me picou. Como quem não quer nada, passei a questionar certas coisas na minha vida e acredito que isso de qualquer maneira não vai terminar muito bem, ou vai. O que eu sei é que esses questionamentos são livres de qualquer mágoa, sentimento de vingança ou qualquer dessas coisas que só atrapalham uma decisão.
Não é isso, é uma coisa serena, quase que uma voz me dizendo que é o momento de mudar algumas coisas. E eu que não tenho a menor intimidade com o que é sereno, as vezes fico tentando desesperadamente obter respostas para ontem!
Mas não é assim que funciona, nã, nã nina não. Então eu deixo rolar e quando a voz fala comigo eu escuto e arquivo.
Sei que parece estranho pra cacete isso: Vozes, oi? Esquizofrenia modo on. Serenidade, oi? Desde quando, né? e o mais surpreendente é me sentir leve de sentimentos escrotos, porque olha só, eu gosto de ser escrota quase sempre, mas dessa vez...nada.
O que quer que aconteça eu sei que estou fazendo da maneira certa e pelos motivos certos;

terça-feira, 9 de agosto de 2011

THE DOG DAYS ARE OVER

Conversando com um amigo hoje, falei dos problemas que estão rolando e ele me disse: "deve ser difícil passar por isso se apoio", mas sabe, antes de mais nada não estou sozinha nessa não. Ah não, a pessoa que levava tudo sozinha e achava que estava abalando, que era a forte, que NÃO CHORAVA, essa já foi.
O que esse meu amigo não percebeu naquele momento é que ele estava me apoiando enquanto ficava lá lendo o que escrevia. Meus amigos hoje tem o seu espaço, apesar de que ainda não sou tão sociável, mas vamos por parte... easy baby.
Quando dói eu choro, opa e como não, choro mesmo. Odeio, mas faço porque meu corpo não merece mais ficar cheio de merdas tóxicas. Eu deprimo (por 1 min ou 2), mas deprimo, eu tenho mal humor, eu canso...
E acima de tudo eu me apoio cada vez que dou espaço para tudo que é simplesmente humano em mim e que eu sei que tenho dificuldades com tudo que for HUMANO e não HEROICO.
Não sou super nada, não fiz nada extraordinário e se eu mereço um naco no céu foi por adotar mais um gatinho e é só.
Já faz uns dias, uns bons dias que sinto um misto de euforia e tristeza, sinto que coisas vão acabar, sinto que vai ser triste, mas sinto também que minha hora é agora, preciso agarra certas oportunidades. Já deixei passar tanta coisa por medo, por amor, por outras pessoas. Não sei...
Sinto algo me cutucando para agir e sinto que esse movimento será minha virada.


O que fiz de bom e ruim é reflexo da minha humanidade.